Intervenção Artística em Turbinas Eólicas · Nordeste

Arte nos Ventos

As turbinas do Nordeste viram uma obra de arte de escala territorial.

Cada parque eólico transformado num bosque visual — figuras que só se revelam para quem passa pela estrada, criadas pelos próprios alunos das escolas e pelas comunidades ao redor.

85% da eólica do Brasil está no Nordeste
01 — O Projeto

Se a turbina já mudou a paisagem,
que ela mude com identidade.

O Arte nos Ventos transforma as torres das turbinas eólicas do Nordeste em uma obra de arte pública de escala territorial. A premissa é simples: que cada torre carregue a memória e a arte do povo que vive ao redor dela — não uma imagem trazida de fora, mas o repertório visual de quem habita aquele sertão.

Lógica do Bosque de Oma

A obra só existe no conjunto: elementos distribuídos entre as torres formam uma figura completa, vista do ângulo certo na estrada.

A Arte Nasce na Escola

As imagens vêm do repertório dos povos indígenas, quilombolas e sertanejos — concebidas pelos próprios alunos das escolas mais próximas de cada parque.

Escala Territorial

Cada parque ganha seu próprio bosque visual, com pontos de observação mapeados ao longo da rodovia — uma experiência de descoberta progressiva.

Fileiras de turbinas eólicas no horizonte do sertão nordestino ao entardecer
A Nova Paisagem

Torres anônimas num
território de séculos

Estruturas industriais inseridas numa das paisagens culturalmente mais ricas do Brasil — de povos originários, quilombos, mestres de cordel e artesãos.

02 — Contexto

Em menos de duas décadas,
o vento redesenhou o Nordeste.

Torres de 80 a 120 metros passaram a definir a silhueta do sertão, das chapadas e do litoral. O Brasil encerrou 2024 como uma das maiores potências eólicas do mundo — e a esmagadora maioria dessa transformação aconteceu numa só região.

1.103
Parques Eólicos
Em operação no Brasil ao fim de 2024
11.720
Aerogeradores
Torres erguidas pelo país
33 GW
Capacidade
De potência eólica instalada
85%
No Nordeste
RN, BA, PI, CE, PE, PB, MA e SE
03 — O Conceito

A lógica do Bosque de Oma.

Bosque de Oma: troncos pintados que formam uma figura vista do ângulo certo
Referência Agustín Ibarrola · 1982–85

Bosque de Oma

Troncos pintados que, do ângulo certo, formam uma figura completa.

No País Basco, Ibarrola distribuiu fragmentos de uma mesma imagem entre centenas de troncos: a obra só existe no olhar que atravessa o bosque. No Nordeste, as turbinas já estão alinhadas pelo vento, em fileiras regulares. Cada conjunto vira um bosque — e a composição só se revela para quem passa pela estrada, no ângulo calculado.

04 — Repertório Visual

A obra nasce da cultura local

A obra não usa um vocabulário visual genérico. Cada parque eólico é associado às culturas que habitam aquele território específico — identificadas em processo participativo com as comunidades e escolas.

Arte rupestre da Serra da Capivara: figuras humanas em ocre e amarelo
01 / 04 Repertório

Serra da Capivara

Figuras humanas em movimento, caça e ritual — 25 mil anos de história, em ocre e amarelo.

Grafismos geométricos indígenas Xukuru e Fulni-ô em amarelo, azul e vermelho
02 / 04 Repertório

Xukuru e Fulni-ô

Grafismos geométricos — losangos, espirais e figuras solares em amarelo, azul e vermelho.

Padrão do pano da costa quilombola em vermelho, preto e ouro
03 / 04 Repertório

Quilombos

O padrão do pano da costa, trançados e cruzamentos em vermelho, preto e ouro — memória da resistência.

Xilogravura de cordel e azulejaria nordestina em azul e branco
04 / 04 Repertório

Cordel e Azulejo

A xilogravura, o azul e branco das igrejas coloniais, a cultura visual do litoral e das cidades históricas.

05 — Técnicas de Intervenção

Três técnicas, uma só obra.

Cada torre e cada comunidade pede uma abordagem. O projeto combina três técnicas complementares, escolhidas pela durabilidade, pela escala e pelo tipo de imagem a ser executada.

Grafite / Muralismo

Expressivo, orgânico e permanente, em escala livre. Ideal para áreas com comunidades artísticas locais e murais narrativos.

Pintura Direta (UV)

Esmalte de alta durabilidade, cores vibrantes e resistência ao salitre e ao sol. Precisão para padrões geométricos indígenas e quilombolas.

Adesivagem (Vinil)

Fidelidade máxima e reversível. Perfeita para arte rupestre digitalizada, xilogravura e os próprios trabalhos dos alunos.

Alunos de escola pública do Nordeste em oficina de arte
06 — Programa Educacional

A arte nasce na escola.

As turbinas não recebem arte trazida de fora: recebem arte nascida dentro das escolas públicas mais próximas, pelos alunos que crescem vendo aquelas torres no horizonte todos os dias. Eles são os autores intelectuais da obra — o que vai para as torres passa pelo olhar de quem vive o território.

01

A Paisagem que Mudou

A história da energia eólica no Nordeste: o que são as turbinas e por que estão ali.

02

Quem Somos Nós

Pesquisa participativa da cultura local com mestres e anciãos, levantando o repertório visual da comunidade.

03

O Bosque de Oma

O conceito de Ibarrola e exercícios práticos de perspectiva e composição fragmentada.

04

Criação

Os alunos desenvolvem esboços e composições para as torres, com curadoria participativa dos artistas locais.

05

Arte nos Ventos

Visita ao parque para ver a obra tomar forma — e descobrir, na estrada, o ponto onde a imagem se revela completa.

Parque eólico no sertão
07 — Valor para a Casa dos Ventos

Mais que patrocínio: licença social.

A parceria com o Arte nos Ventos vai além do investimento cultural. É um posicionamento estratégico — único no setor de renováveis brasileiro — que transforma a relação da empresa com o território e com a marca.

01

Licença Social

Projetos eólicos com forte envolvimento cultural reduzem conflitos territoriais e fortalecem a relação com as comunidades do entorno — documentado na Dinamarca, Países Baixos e Alemanha.

02

Diferenciação de Marca

A primeira empresa do setor a transformar seus parques em destinos de arte pública. Um posicionamento que nenhum concorrente reivindica.

03

Visibilidade

Potencial de repercussão na mídia especializada em arte, sustentabilidade, educação e turismo cultural — alcance nacional e internacional.

04

ESG com Lastro

Ação mensurável em diversidade cultural, educação e valorização de povos originários, com documentação robusta para relatórios de sustentabilidade.

05

Turismo Cultural

Parques com obras de arte públicas viram pontos de parada em rotas turísticas — gerando presença da marca junto a novos públicos.

08 — Próximos Passos

Começar por um parque piloto.

Propomos iniciar com um único parque eólico — preferencialmente no Rio Grande do Norte, Piauí ou Pernambuco — com duas a três escolas e comunidades adjacentes. O piloto desenvolve a metodologia completa, documenta os resultados e cria o modelo replicável para os demais parques.

01

Apresentação

Encontro com as equipes de sustentabilidade e comunicação da Casa dos Ventos.

02

Visita Técnica

Avaliação conjunta de um parque e seleção das torres participantes.

03

Definição do Piloto

Escolha do parque, das escolas e das comunidades para a fase inicial.

04

Formalização

Desenvolvimento conjunto do escopo, orçamento e contrato de parceria cultural.

No Bosque de Oma, a obra só existe no conjunto.

Seja a casa que pintou o vento.

As turbinas já transformaram o horizonte do Nordeste. Resta decidir se essa transformação acontece com identidade — carregando a memória e a arte de quem vive ao redor. A Casa dos Ventos pode ser a primeira a fazer isso. Vamos começar pelo piloto.

Licença Social
Marca Única
ESG com Lastro

Que cada torre carregue a arte do povo que vive ao seu redor.